1) Briefing teórico versus Briefing na prática
O briefing como aprendemos na faculdade existe de fato?
Ser organizado nas informações, ter empatia, saber ouvir, orientar o cliente e ter uma postura pró-ativa são fatores determinantes para se obter um bom briefing.
Todas as informações necessárias deverão ser colocadas de forma simples e organizadas.
Um bom briefing deve ser tão curto quanto possível, mas tão longo quanto necessário, Em outras palavras, a extensão do briefing é indefinível previamente, contendo todas as informações que sejam relevantes e nenhuma que assim não seja.
Um bom e correto briefing não é tão simples quanto parece. O Briefing Teórico, ou como é conhecido briefing clássico pode ser utilizado tanto quanto o briefing prático, o que importa na verdade e a forma como estas informações vão chegar às outras áreas da agência de propaganda. Isto depende muito da confiança e capacidade do atendimento junto aos clientes que ele atende, bem como do conhecimento que ele possui sobre o negócio.
O gerenciamento destas informações e a forma como elas vão chegar ao planejamento, mídia, criação e demais área envolvidas da agência e que vão determinar o sucesso de um bom briefing e consequentemente o sucesso da campanha.
Ser organizado nas informações, ter empatia, saber ouvir, orientar o cliente e ter uma postura pró-ativa são fatores determinantes para se obter um bom briefing. Documentar e administrar as informações internamente é que vai contribuir o bom desenvolvimento da comunicação.
Desta forma o que importa é a qualidade da informação coletada e transmitida, ou seja, o valor que o profissional de atendimento exerce na sua função é vital para se alcançar este objetivo.
Ele é o fator catalisador deste processo de comunicação e seu perfil pode ser clássico ou prático, não importa qual deles você escolher. Escolha o que vai ajudá-lo no sucesso do processo e do cliente.
Alessandro Moraes Esteves
Professor de Atendimento – Comunicação Social e RP
Aqui, um criativo deveria expor seu ponto de vista sobre o briefing.
2) Interior versus Capital
Como funciona o mercado publicitário nos grandes centros? E no interior mineiro?
Aqui, o modelo de propaganda de 30 anos atrás, aquele em que cliente e veículo respeitavam e acreditavam no trabalho de uma agência, já está ficando ultrapassado.
Somos o 13º mercado de comunicação do país, com um faturamento estimado em R$ 130 milhões, distribuídos em mais de 300 empresas de comunicação. Dessas, mais de 100 são agências de propaganda, sendo somente 51 certificadas pelo CENP (Conselho Executivo das Normas Padrão), que geram mais de 3.500 empregos diretos.
O cenário que estamos atravessando em nosso mercado, não é distante do nacional. Lendo uma reportagem da Revista About de Outubro, uma das mais conceituadas publicações do meio, percebi que os problemas enfrentados pelo setor e as oportunidades apontadas fazem também parte da nossa realidade.
Aqui, o modelo de propaganda de 30 anos atrás, aquele em que cliente e veículo respeitavam e acreditavam no trabalho de uma agência, já está ficando ultrapassado. Hoje, qualquer empresa “compra” comunicação diretamente dos veículos, por achar que entende do assunto, que sabe o que é melhor para o seu negócio, sem nenhuma estratégia ou planejamento. Sem se utilizar dos serviços de uma agência, acredita que reduz o “custo” – porque a propaganda não é tida como investimento” – e que ainda assim terão resultados positivos. É o famoso “barato que sai caro” ou “economia burra”.
As agências não cobram os olhos da cara para cuidar da comunicação das empresas. O estereótipo de que publicitário é mercenário precisa acabar. Existem, claro, aqueles que estampam nas revistas seu estilo de vida milionário, contribuindo para essa visão errônea e prejudicando o mercado. Mas existem também profissionais sérios, competentes, comprometidos com os resultados, que infelizmente sofrem as conseqüências desse estereótipo.
A remuneração das agências é outro fator que precisa ser colocado em pauta, também questionado nos grandes centros e que muito bem se aplica a nós. Fazer da publicidade um leilão do tipo “quem dá mais por menos e ainda com qualidade” é uma estratégia adotada por algumas empresas que é ruim para todo o mercado, sem falar da sua própria comunicação. Se há solução para isso, não sei. Pelo menos imediata acredito que não. Mas quem participar desse tipo de concorrência significa aceitar essa situação de mãos atadas, isso eu sei.
O que contribui e muito para esse cenário é a alta competitividade do setor. É a tal da lei da oferta e da procura. O problema é a falta de preparo dessa oferta. Tem pessoas que trabalham no nosso mercado que acham que basta ter um computador, saber “mexer” no corel draw e photoshop, ser um pouquinho criativo e pronto, aí está a fórmula do sucesso: atender os clientes com baixo custo. As EUgências (eu atendo, eu planejo, eu crio, eu faço eu aconteço...) também prejudicam todo o mercado. É só parar para pensar: agência de publicidade é uma empresa como outra qualquer. Precisa ser bem administrada, ter produtividade, capital de giro, fluxo de caixa, enfim, a remuneração adequada e o reconhecimento do valor da atividade são fundamentais para fazer tudo isso funcionar.
Se o que é cobrado pelo serviço prestado não for justo, ou seja, não corresponder à qualidade do serviço, como as agências vão investir em talentos ou em tecnologia? Como vão crescer?
É assim que vivemos: de um lado anunciantes que buscam redução de custos e de outro as agências, que estão achatando cada vez mais suas receitas.
O fato é que já está passando da hora de discutirmos saídas. Para tudo na vida tem solução. Então vamos encontrar a nossa.
Marcelo Senni
Diretor da Mais Comunicação, Prof. Acadêmico do curso de Publicidade e Proganda – ESAMC, Diretor Administrativo da APP (Associação dos Profissionais de Propaganda – Uberlândia) e Diretor de Marketing da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente)
Dos publicitários que encontrei pelo caminho, a maioria não acreditava na formação acadêmica e até a desprezava.
Sérgio Labruna
Professor da ESAMC, publicitário e diretor artístico.
3) Texto versus Imagem
Uma imagem vale por mil palavras?
Se não houver uma fina sintonia entre texto e imagem, é preciso repensar suas idéias.
Se não houver uma fina sintonia entre texto e imagem, é preciso repensar suas idéias. Por isso, lembre-se sempre: ao usar imagens ou textos isolados, a sua idéia precisa ser bem clara e objetiva, sob o risco de perder a força da comunicação.
Apresentar uma idéia de anúncio usando apenas uma imagem, aonde esta mesma imagem represente mais que mil palavras, isso é para poucos diretores de arte e criativos.
Eu costumo dizer que o texto é um perfeito casamento com a imagem e vice-versa. Sendo assim, não vejo uma disputa entre os dois meios de comunicar com o público. Às vezes isso é muito relativo no momento que são colocados em peças de comunicação.
Um exemplo de uso pode ser observado na comunicação da Coca-Cola onde, em todas as suas campanhas, podem ser vistas imagens com visuais modernos e atuais, mas sempre assinadas com um conceito: - Coca-cola. É isso aí.
Valeu!
Neto.
Diretor de Criação e proprietário da N Idéias Comunicação.
Estou até pensando em propor a todos, especialmente aos profissionais da comunicação, uma nova categoria de percepção que crie a palavra/imagem ou a imagem/palavra...
Longe de ter a Bíblia como verdade ou de concordar com as categorias de tempo que se apresentam variáveis em cada idioma, vejo a palavra como uma invenção/conquista que ajudou a construir o que entendemos como humano. E se nós a construímos, também somos feitos por ela. Tem até uma palavra para expressar esta relação: dialética. Mas cuidado, as palavras tanto servem para revelar quanto para esconder, cabendo aqui intermináveis aliterações filosóficas.
Já as imagens estão aí, abaixo, acima e por todos os lados, e de tão óbvias chegam a doer/machucar/encantar. Nem por isso são menos complexas, importantes, misteriosas ou reveladoras. Aos mais desavisados, aqueles que cultuam as imagens ou as desprezam, fica um aviso: uma imagem utilizada com sensibilidade sugere infinitas palavras. Assim como um bom texto sugere múltiplas imagens.
Estou até pensando em propor a todos, especialmente aos profissionais da comunicação, uma nova categoria de percepção que crie a palavra/imagem ou a imagem/palavra (pode ser um ícone, um traço, uma letra, um borrão...) que acabe com esta visão esquizofrênica de comunicação que insiste em separar coisas tão belas.
Anacleto Neves
Diretor de criação da Blues Comunicação.
Frederico.
Nenhum comentário:
Postar um comentário