quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Olhe Udi

Mídia alternativa

Na época dos homens da caverna já se utilizavam do outdoor para transmitir suas mensagens. Através dos desenhos nas paredes, contavam suas histórias, transmitiam suas informações e anunciavam o que lhe era pertinente. Os tempos mudaram, a modernidade caminha a passos largos, a procura de novas formas, de novas fontes, de novos meios para comunicar as notícias, o entretenimento e as novidades.Hoje, o leque de comunicação se estendeu, não é mais como no passado em que os meios mais conhecidos eram a televisão, o radio, o jornal e a revista, e que sofriam, ainda, com várias repressões do Estado. Graças à revolução, temos mais contatos com outras mídias, como o surgimento da Internet, que liga um país ao outro em uma freqüência de segundos, temos o outdoor, uma mídia ao ar livre vista por todos, temos as mídias alternativas, que atualmente não é muito utilizada, e temos o fortalecimento daquelas que um dia fora vista como demônios da sociedade.

Então, meus caros leitores, vocês conhecem ou já viram alguma mídia alternativa? Sabem o que é, ou não tem a menor noção do que seja?

Por incrível que parece, esta edição mostrou o quanto é importante estarmos por dentro das informações. Em base de muitas pesquisas, de textos, hoje posso afirma-lhes que sei o que é uma mídia alternativa, e garanto a vocês que quando terminarem de ler esta reportagem, também irão saber e pensar porque as empresas não adotaram ainda essa alternativa?

A mídia alternativa é uma força relevante na nova forma de comunicação, e que por sua vez, vem se constituindo em diversos núcleos. Partindo das insatisfações com as mídias corporativas, comprometidas com os interesses do capital, visam oferecer outra maneira de pensar, a função transgressiva da comunicação, feita com poucos aparatos técnicos e custos relativamente baixos.

Conhecida por mídia tática, mídia independente ou mídia sob demanda que possuem variadas ligações com movimentos sociais fora da rede. Contudo, houve várias manifestações, e nesse momento a mídia alternativa tomou outra forma com o surgimento do Centro de Mídia Independente.

Outro tipo de mídia são os veículos gerenciados pelas próprias fontes, como a institucional, que é ligada a organização pública ou privada, e a legislativa, associada aos parlamentos. O objetivo destas mídias é o corte editorial da mídia tradicional e o estabelecimento de uma união direta entra a fonte e o consumidor.

Outros exemplos de mídias alternativas são: mídias extensivas, como painéis eletrônicos, anúncios em ônibus e em abrigos de transportes públicos; fachadas de prédios; comunicações diretas, feita através de publicações dirigidas a públicos específicos, como envio de malas diretas por correio e e-mail, mensagens por celular, dentre outras. Tudo isso proporciona uma ampla heterogeneidade e pulverização à comunicação, e, por isso mesmo, apresenta algumas dificuldades para seu efetivo uso. A grande dificuldade dessa mídia é manter o foco em alvos determinados, em meio ao imenso mosaico que é hoje a sociedade e seus fragmentados canais de comunicação.

Um autor nos relatou o seguinte:

A solução, não está na escolha, na exclusão da mídia clássica ou da mídia alternativa, mas na associação e na inclusão: mídia e mídia alternativa. Mesmo assim, a proposta de união ainda diferencia excessivamente as duas disciplinas, que cada vez mais se fundem e se completam.. A partir das práticas existentes, é importante avaliar cuidadosamente vantagens e desvantagens de cada ação de mídia, e apresenta as ferramentas para a elaboração de uma estratégia de mídia/mídia alternativa que possa ser praticada no contexto de um plano global de comunicação. O caminho não é fácil, pois durante muito tempo houve o desejo de situar a mídia e a mídia alternativa em campos opostos, definindo-se esta última como uma negação daquela. Embora reivindique uma identidade própria, a mídia alternativa não consegue, efetivamente, aparelhar-se com ferramentas de avaliação específicas. Conclusão: inúmeros veículos tidos com mídia alternativa consideram que devem ter o estatuto integral de mídia. A reflexão acerca de mídia/mídia alternativa destina-se a auxiliar o profissional de marketing a raciocinar em bloco, a transpor as fronteiras das disciplinas clássicas sem se preocupar e lançar mão de técnicas de publicidade, promoção, marketing direto (MD), patrocínio, mecenato, design, identidade, relacionamento com a imprensa, relações públicas, e muitas outras!

E você, o que pensa sobre as mídias alternativas?

Leonora e Gabi Gil.

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