Falar sobre a rivalidade entre os PC’s (leia-se Microsoft Windows) e os Macintoshes é, há cerca de duas décadas, motivo de discussões acaloradas da parte de entusiastas de ambos os sistemas. É como comparar a diversidade de pensamento e a heterogeneidade da cidade de Atenas com a eficiência militar de Esparta na Grécia Antiga. Uma guerra que se estende por anos sob uma história intensa de pirataria, espionagem industrial e charlatanismo. Just Business.
Deixemos de lado o passado para analisarmos consistentemente os dois sistemas na atualidade, na qual existe a crescente necessidade de máquinas poderosas e softwares capazes de produzir coisas inimagináveis há 10 anos atrás. O Windows cresceu, sem sombra de dúvida, à sombra do todo poderoso Mac OS. Porém essa realidade mudou rapidamente para uma era na qual os dois sistemas podem competir com igualdade, tanto pelo usuário doméstico quanto pelos usuários que precisam de plataformas voltadas a objetivos mais específicos, como, no nosso caso, os publicitários.
Para os designers, publicitários e outros profissionais, para os quais há a necessidade de uma poderosa estação multimídia para a produção das mais diversas formas de artes gráficas, existe uma considerável vantagem da parte do Mac. O seu sistema é mais estável, mais confiável, mais seguro e protegido contra vírus e outras pragas virtuais que se disseminam por milhões de PC’s em questão de horas graças à Internet. Por outro lado, o PC é uma alternativa mais versátil, consolidada no mercado de softwares e com uma superioridade incontestável quanto à variedade de ferramentas e softwares sobre o Macintosh, além de que, se utilizado com experiência e conhecimento, pode vir a ser uma plataforma tão segura quanto à alternativa da Apple. A maior parte dos vírus de computador são transmitidos e recebidos por usuários iniciantes que abrem, sem hesitar, aqueles lindos slides de bichinhos com músicas do Roberto Carlos no fundo. Creio que há duas razões principais para a grande maioria dos vírus serem programados para PC: uma é a inexperiência da maioria dos usuários e a outra é a falta de motivação dos crackers (hackers com objetivos excusos) para programar virus para uma plataforma com muito menos usuários que o Windows e cujos usuários são, em sua maioria, experts naquilo que fazem e não deixariam brechas óbvias para a entrada das pragas no seu sistema.
Quanto ao desempenho, o Mac tem uma grande vantagem quanto ao seu concorrente, a sua arquitetura foi completamente planejada, nos mínimos detalhes, para a integração a um único sistema operacional. Todos os seus componentes são voltados para compatibilidade com o Mac OS, o que garante a sincronia e a estabilidade tão conhecidas e difundidas pelos “Macmaníacos”. Por outro lado, o PC conta com uma variedade de componentes que possibilita combinações de hardware quase incalculáveis, o que pode levar a um resultado esplendoroso ou desastroso, o que para alguns é o charme dessa plataforma. Existem pessoas que chegam a comparar essa rivalidade com a disputa entre o comunismo e o capitalismo. Um mundo onde todos são integrados e eficientes, mas não há diferenças significatidas ou um mundo no qual pode ser criado o caos ao lado da eficiência aonde cada computador é único, seja melhor ou pior, e o seu bom funcionamento depende, principalmente, do usuário.
PC ou Mac, provavelmente essa rivalidade irá demorar muito pra terminar, talvez nem termine. Resta ao usuário final escolher a melhor alternativa de acordo com as suas reais necessidades, experiência, preferência e, é claro, condição financeira. O fato é que hoje em dia as duas plataformas estão cada vez mais parecidas no que diz respeito à eficiência e qualidade final, apesar do Mac ainda levar vantagem no quesito gráfico. A Apple e a Microsoft só não podem se esquecer de um concorrente que está se desenvolvendo rapidamente e, em breve, poderá conquistar fatias de mercado importantes, o Linux
Bruno.
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